quarta-feira, 20 de março de 2013

SOFTWARE -> "CARBÓPOLIS"



1.     Descrição do software:

Título: Carbópolis
Idioma utilizado: Português
Disciplinas envolvidas: Biologia, Química, Física, Geografia.
Nível (modalidade) de ensino: Ensino Médio
Mantido pela Área de Educação Química – Instituto de Química - UFRGS


2.     Resumo do software:
Carbópolis é um programa de computador sobre poluição ambiental desenvolvido para alunos e professores dos diferentes níveis de ensino.  O programa utiliza uma estratégia de solução de problemas e motivos lúdicos para abordar alguns conceitos da química e do meio ambiente relacionados à poluição do ar e à chuva ácida.
Fonte: http://www.iq.ufrgs.br/aeq/carbopp.htm

3.     Como funciona?
O Carbópolis é um software que estimula a curiosidade dos alunos. Seu conteúdo é rico e diverso. Abrange as disciplinas de Biologia, Química, Física e Geografia.
Em Biologia destaca os conhecimentos de meio ambiente e preservação ambiental, ecologia, fisiologia animal e botânica. O aluno terá contato com os fundamentos básicos; as relações entre ambiente abiótico (o solo, o ar, a água, etc) e seres vivos; irá, entre outras coisas, compreender as relações entre os seres vivos. Em Química são abordados os conteúdos de ácidos/bases, estudo dos gases, ligações químicas, etc. Em Física podemos destacar os conteúdos de eletricidade, transformação de energia.  Em Geografia o aluno estudará os meios de produção de energia, economia, agricultura e urbanização, recursos hídricos e sua utilização, poluição urbano, entre outros.  
O aprendizado através deste software está centrado no aluno. É o aluno quem decide a forma de interação com o programa. Suas decisões no uso do programa vão interferir nos dados que serão simulados e, conseqüentemente, irão interferir em uma análise correta ou não.  A velocidade da aprendizagem também é ditada pelo aluno.  É ele quem decide as ações a serem tomadas.  A estratégia de aprendizagem é baseada na resolução de problemas.

4.     Recursos:
O programa possui uma biblioteca com vários textos relacionados ao tema. Estes textos possuem hiperlinks para outros textos dentro da biblioteca. A linguagem é bem simples e clara, de fácil entendimento pelo aluno. 



Jogos Educacionais e a Simulação

José Armando Valente é leitura obrigatória em Informática Educativa, pois é um pesquisador desta área, que conseguiu abordar vários temas justificando o uso do computador na educação e apresentando várias abordagens pedagógicas multidisciplinares baseadas na linguagem de programação Logo, além de propostas para formação de professores entre outros temas extremamente relevantes. 

Recentemente retomei pesquisas sobre softwares construtivistas e gostaria de citar como exemplo o Kodu Game Lab, um software gratuito, produzido Microsoft's Future Social Experiences para estudantes iniciantes em programação criarem Jogos. Quando o aluno é inserido num ambiente de jogo e simulação, as possibilidades de resolução de um problema deste tipo são maiores, visto que, a linguagem e a experiência visual e interativa dos jogos fazem parte de seu cotidiano.Valente (1993) afirma que, “Os softwares que implementam essa abordagem podem ser divididos em duas categorias: tutoriais e exercício-e-prática ("drill-and-practice"). Um outro tipo de software que ensina é dos jogos educacionais e a simulação. Nesse caso, a pedagogia utilizada é a exploração auto dirigida ao invés da instrução explícita e direta”. 

Sendo assim, o Kodu Game Lab, possibilita o aumento do foco de atenção dos alunos, pois a mecânica de um jogo, principalmente quando este é tridimensional, os atrai de forma lúdica e intensa, estimulando-os a conhecer tudo o que ambiente tem a oferecer, e assim, aprender o que for necessário para programá-lo. Assistam a este vídeo sobre o software no Youtube. Tutorial sobre o Kodu Game Lab http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=w6KyrFCfKZo

"E é preciso ter esperança. Esperança sem ingenuidades. Esperança como parte da vida e do crescimento. Como estado de consciência, como estado de espírito, que acompanha a fé e a firmeza. A fé numa educação renovada, numa sociedade mais justa, igualitária, ampla e integrada. A firmeza na nossa capacidade de agir e de transformar. Lembrando o Mestre Paulo Freire: "Ai de nós educadores se não sonharmos os sonhos impossíveis".

terça-feira, 19 de março de 2013

Simuladores Interativos

A Universidade do Colorado, nos EUA, disponibiliza em seu site mais de 100 simulações de fenômenos e efeitos normalmente estudados no ensino fundamental e médio de qualquer escola através do projeto PhET. As simulações estão ordenadas por disciplina (física, química, biologia, matemática e geografia) e por nível de escolaridade (primeiro e segundo fundamentais, médio e universitário). A linguagem escolhida foi o java, permitindo a execução em qualquer plataforma. É também possível fazer o download de todas as simulações, sem custo.

As simulações são baseadas no estímulo visual e na interação com as variáveis do fenômeno, com manipulações usando cliques de arrastar e soltar, barras de ajustes e botões. Essas características classificam esses objetos de aprendizado, obviamente, como simulações, baseando-se nos estudos de José Armando Valente (Computadores e Conhecimento: Repensando a Educação): "A simulação oferece a possibilidade do aluno desenvolver hipóteses, testá-las, analisar resultados e refinar os conceitos."

A simulação, ainda segundo Valente, deve ser vista como um complemento de apresentações formais, leituras e discussões em sala de aula. Portanto, cabe ao professor usar as simulações não como detentoras do processo de ensino, e sim como ferramenta pedagógica em um planejamento maior de aula.

Além disso, no próprio portal uma área foi reservada para professores compartilharem aulas construídas usando as simulações oferecidas.

O portal do projeto PhET pode ser acessado aqui: http://phet.colorado.edu/

Abaixo, um exemplo do simulador de Força e Movimento
Forces and Motion: Basics
Click to Run

segunda-feira, 18 de março de 2013

Os MOOCs - Massive Open OnLine Courses  parece ser o tema do momento na área de ensino a distância.  São centenas de cursos gratuitos disponibilizados na web para quem quiser. De acordo  com algumas pesquisas , o número de usuários já se aproxima de 2 milhões e o país em que tem mais inscritos, fora os EUA, é o Brasil !
Para ver alguns desses cursos visite o portal https://coursera.org.

Alguns  textos sobre o assunto:

 http://www.technologyreview.com/news/506336/online-courses-put-pressure-on-universities-in-poorer-nations/

http://www.nytimes.com/2012/11/04/education/edlife/massive-open-online-courses-are-multiplying-at-a-rapid-pace.html?pagewanted=all

Ainda sobre o tema EAD, vale a visita ao programa da GLOBO NEWS Ciência e Tecnologia do dia 18/3/13. 23 minutos falando apenas sobre o assunto, entrevistando pessoas como o Salman Khan da Khan Academy (https://www.khanacademy.org/).

Por falar em Khan Academy a Fundação Lemann esta´ traduzindo para Português todo o material produzido por aquela Academia. Veja em http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/


segunda-feira, 11 de março de 2013

Resenha: Teorias de Aprendizagem, de Marco Antônio Moreira


Esta resenha refere-se aos textos pertinentes à introdução e aos capítulos 01 e 02, constantes da obra Teorias de Aprendizagem, intitulados, respectivamente, de Behaviorismo, humanismo e cognitivismo (um pseudo-organizador prévio), Teorias Behavioristas Antigas e Teorias Cognitivistas Antigas, de autoria do professor Marco Antônio Moreira, publicado em 1999, em São Paulo, pela Editora Pedagógica e Universitária.
O referido livro de texto, em sua introdução aborda propositalmente com superficialidade, tal como mencionado pelo próprio autor, o behaviorismo, humanismo e cognitivismo. Não diferentemente, nos dois capítulos iniciais, apresenta as antigas teorias behavioristas e cognitivistas, respectivamente, dando ao estudante, em nível de pós-graduação, subsídios para uma breve compreensão acerca de tais teorias.
Marco Antônio Moreira tem formação básica em Física, é professor pesquisador, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), em Ensino de Física e autor de vários trabalhos publicados (artigos e livros) na área. Escreveu os textos que compõem o livro para seus alunos de pós-graduação e para profissionais de docência, os quais têm desenvolvido trabalhos e cursos sobre teorias de aprendizagem.
Em sua introdução - Behaviorismo, humanismo e cognitivismo (Um pseudo-organizador prévio) – o autor comenta brevemente sobre as abordagens teóricas, as quais são detalhadas ao longo do livro.
Cita o fato de David P. Ausubel ser muito conhecido por ter impresso o termo aprendizagem significativa. Menciona o que chama de organizadores prévios chamando a atenção para a distinção existente entre tais organizadores prévios (materiais introdutórios) e resumos e sumários.
Apresenta o que se entende por teoria de aprendizagem, como:
“... uma construção humana para interpretar sistematicamente a área de conhecimento chamada de aprendizagem.”
Embora atente para o fato de o conceito de aprendizagem ter vários significados não compartilhados entre os teóricos da área Teorias de Aprendizagem. Vários termos que sugerem equivalência ao conceito de aprendizagem são apresentados, bem como a existência de três tipos, quais sejam:
“a aprendizagem cognitiva é a que focaliza a cognição (o conhecimento); a aprendizagem afetiva é a que trata mais de experiências tais como prazer e dor, satisfação ou descontentamento, alegria ou ansiedade; a aprendizagem psicomotora a qual se ocupa mais de respostas musculares adquiridas por meio de treino e prática.”
Alerta o leitor às confusões pertinentes aos termos: Teorias, Conceitos e Princípios, da seguinte forma:
“Teorias expressam relações entre conceitos, porém são mais abrangentes, envolvendo muitos conceitos e princípios. Subjacentes às teorias estão sistemas de valores aos quais são chamados de filosofias ou visões de mundo. Para as teorias de aprendizagem são três as filosofias subjacentes; a comportamentalista (behaviorismo), a humanista e a cognitivista (construtivismo).”
Os textos apresentam o que vem a ser a Teoria Comportamentalista, também denominada Behaviorista, bem como a Cognitivista (termo originário do latim cognitione o qual pode ser traduzido por conhecimento); esta se dá por meio do armazenamento organizado de informações na memória de quem aprende levando o sujeito à uma “estrutura cognitiva”.
No enfoque comportamentalista, a ênfase se dá nos comportamentos observáveis e controláveis, tais como as respostas aos estímulos externos. Sustenta que o comportamento é controlado por suas conseqüências e embasa a “instrução programada” nas décadas de 60 e 70 a qual influencia o ensino até os dias de hoje.
A filosofia Cognitivista enfatiza a cognição, o ato de conhecer, como o ser humano conhece o mundo, estuda os processos mentais, isto é, o como conhecemos. Ocupa-se da atribuição de significados, da compreensão, transformação, armazenamento e uso da informação. Da percepção, resolução de problemas, tomada de decisões, compreensão etc.
Salienta o fato de o Construtivismo ser cognitivista e interpretacionista. O ser humano tem a capacidade criativa de interpretar e representar o mundo, não somente de responder a ele. Aqui o aluno deixa de ser visto como mero receptor de conhecimento e passa ser considerado agente da construção de sua estrutura cognitiva
À filosofia Humanista, o autor enfatiza o aprendiz, a auto-realização da pessoa. Além do intelecto, considera sentimentos e ações. O ensino que se apóia no domínio afetivo é “centrado no aluno” originando as chamadas “escolas abertas”.
Ao final da introdução propõe um esquema para os principais enfoques teóricos à aprendizagem e ao ensino, bem como os respectivos e mais conhecidos teóricos.
O capítulo 01 - Teorias Behavioristas Antigas – apresenta algumas teorias comportamentalistas anteriores à de Skiner, as quais são chamadas, pelo autor, de Teorias Behavioristas Antigas.
Coloca que teorias são diferentes de modelos de ensino. São construídas para interpretar a área do conhecimento que chamamos aprendizagem. Representam o ponto de vista de um autor ou autores. Mudam com o tempo e dependem de fatores sociais, políticos, culturais e econômicos da época.
Apresenta as teorias comumente encontradas na literatura as quais são divididas apenas entre conexionistas (ou estímulo-resposta) e cognitivistas.
Das teorias comportamentalistas, enfatiza a de John B. Watson (1878-1958), norte-americano, que deixava clara sua preocupação com os aspectos observáveis. Watson explicou que os comportamentos advinham dos movimentos musculares, como fala, pensamento e emoções, dentre outros. Embora não tenha organizado o que propôs, como uma teoria, consegue influenciar sobremaneira, com seu legado, o desenvolvimento do behaviorismo.
Cita a teoria da contigüidade de Guthrie como semelhante à de Watson, porém mais geral:
“Se uma combinação de estímulos que acompanhou um movimento ocorrer outra vez, tenderá a ser seguida por este movimento”
Guthrie não usava o conceito de reforço para explicar as quebra de hábitos.
O conexionismo (associativismo) de Thorndike, sustentava que as ligações estímulo-resposta assumem forma de conexões neurais, o que não sugere uma alusão à consciência e sim a impulsos diretos à ação. Suas idéias enfatizam as conseqüências do comportamento como determinantes das conexões do que é ou não aprendido.
A teria de formal de Hull, pode ser dita do tipo: estímulo (E), o qual afeta o organismo (O), cuja conseqüência é a resposta (R). Distancia-se da outras teorias, vez que admite outras influências, como as ambientais.
Ao longo do capítulo 02 - Teorias Cognitivas Antigas – o autor dá uma visão resumida das primeiras teorias cognitivas de aprendizagem, como as de: Hebb, Tolman, Gestalt e Lewin. Essas teorias começam a surgir, em contraposição ao Behaviorismo, na mesma época. Em destaque são citadas a Gestalt e o behaviorismo de Talman, as quais tratam mais enfaticamente dos processos mentais superiores, quais sejam: percepção, resolução de problemas por insight, dentre outros do que dos estímulos e respostas.
São enunciadas as leis de percepção, da Teoria Gestalt, a qual é governada por outra geral (Lei da pregnância) e quatro princípios a ela relacionados, quais sejam: da similaridade, da proximidade, do fechamento e da continuidade.
Por fim, o autor cita as teorias cognitivistas que mais contribuíram à aprendizagem em sala de aula atualmente foram as de Piaget, Bruner e Ausubel.
Os textos, objetos desta resenha, são importantes na medida em que elucidam fatos vivenciados durante a prática pedagógica do professor. Permitem ao leitor um panorama extenso sobre as Teorias de Aprendizagem.
O autor as apresenta de forma bastante didática com originalidade, razão pela qual, dentre muitas outras, não poderia deixar de recomendar a rica leitura de tais textos aos estudantes da área de ensino, bem como os profissionais que lidam com a Educação.
RESENHA 
- Título: Teorias de Aprendizagem: uma introdução
- Identificação: Behaviorismo, humanismo e cognitivismo, as antigas teorias behavioristas e cognitivistas.
- Referência: MOREIRA, M. A. Teorias de Aprendizagem. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1999.

fonte: http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/resenha-teorias-aprendizagem-behaviorismo-humanismo.htm
Senhores,

Acredito que este Blogger atenda nossas necessidades atuais.
Coloquei todos como administradores do blog.

Att
Élton